3 de mar de 2011 ÀS 16:44 | ATUALIZADO EM 3 de mar de 2011 ÀS 16:44

O escândalo chamado John Galliano!


Por Kleyton Pinheiro
QUEM É JOHN GALLIANO?
Juan Carlos Antonio Galliano nasceu na Península de Gibraltar (território britânico) em 1960, permaneceu nessa península até 1966 quando John e sua família mudaram para Londres no mesmo ano.

Em 1984 graduou-se em design de moda pela prestigiada St. Martins College of Art & Design em Londres, onde foi escolhido o melhor aluno do seu ano.

John Galliano foi o primeiro britânico a assumir o controle criativo de uma casa de moda francesa. Em 1995 foi escolhido por Bernard Arnault, proprietário da LVMH, para ser o novo diretor criativo da Givenchy. Passado dois anos, Bernard Arnault pediu para que ele levasse sua excentricidade inglesa para a Christian Dior, que na altura encontrava-se em decadência. Galliano também mantém sua própria marca, que leva o seu nome.


O QUE ACONTECEU?
John Galliano tinha tudo para ser “O Estilista”. Mas após a queixa de um casal, que diz ter sido insultado pelo criador, embriagado, no bar La Perle, situado no bairro parisiense Marais. Geraldine Bloch, 35 anos, diz ter ouvido: "Sua cara suja de judia, devias estar morta." Philippe Virgitti, 41 anos e de origem asiática, diz que o criador o ameaçou: "Seu cabrão asiático, vou matar-te." A importância e a carreira do homem que salvou a Casa Dior do prejuízo, um milagre da alta-costura mundial, estava suspensa por uma polêmica grave.

A principio, era apenas a palavra de Galliano contra a do casal, que fez com que, em 25 de fevereiro, a Maison Dior suspendesse John até as apurações do caso. Porém, na terça-feira seguinte depois da divulgação de um vídeo em que Galliano faz comentários anti-semitas no mesmo bar, dizendo nomeadamente "Amo Hitler", a Dior despediu o mesmo.

Depois, nova queixa. Uma francesa diz ter sido insultada no mesmo La Perle, também em Outubro. Não se queixou mais cedo por ter achado que o criador estava alcoolizado. Novamente, o advogado de Galliano questiona estas acusações

Entretanto, ontem à tarde, Galliano, já representado pela firma de advogados que defendeu Kate Moss, quando foi acusada de consumo de drogas, pediu desculpas. "O anti-semitismo e o racismo não têm qualquer papel na nossa sociedade. Peço desculpas sem reservas pelo meu comportamento", disse num comunicado divulgado pelas agências noticiosas. Não sem acrescentar que foi "sujeito a uma perseguição verbal e a uma agressão não provocada": "Um indivíduo tentou agredir-me com uma cadeira depois de ter comentado violentamente o meu aspecto e a minha roupa." Agora promete internar-se numa clínica de reabilitação.

Abaixo o comunicado da Dior e o vídeo com comentários anti-semitas:

Paris, 1 de março de 2011
Depois das alegações de comentários anti-semitas que resultaram na detenção de John Galliano pela polícia na quinta-feira, 24 de fevereiro, a Christian Dior suspendeu imediatamente suas relações com o estilista, esperando o resultado das investigações policiais.

Hoje, em face das declarações e condutas profundamente ofensivas que John Galliano fez em um vídeo divulgado ontem, Christian Dior instaurou um processo de demissão contra ele.

Sidney Toledano, presidente-executivo da Dior, disse: "Eu condeno com a maior firmeza os comentários feitos por John Galliano, em total contradição com os valores essenciais que sempre foram defendidos por Christian Dior."





Agora nos resta esperar o desfecho desse caso!














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